sexta-feira, 16 de março de 2012

Presunção....presunçoso.

O presunçoso é antes de tudo...um invejoso chato

Passei a minha vida lidando com pessoas. As experiências com genomas revelaram que somos muito parecidos uns dos outros, nem melhor ou pior, diferentes, na maneira de nos relacionarmos. Poderíamos ajuntar todos os humanos, em todas as gerações, conforme as suas características comportamentais, teríamos um número pequeno de diferentes grupos.
As relações são formadas considerando vários motivos, alguns escolhemos por afinidades, outros são impostas pela vida, familiar, educacional, religiosa, profissional...
Não gosto do grupo caracterizado pelo comportamento, constante, de PRESUNÇÃO (todos nós temos potencial para sermos presunçosos, daí a importância de um controle sobre as nossas atitudes). PRESUNÇÃO é a ação ou efeito de presumir. As pessoas deste grupo revelam a “suposição” que eles assumem como verdadeira, sobre vários assuntos, desde que se comprove, de forma significativa, o contrário.
Apresentam com facilidade, uma opinião infundada ou exagerada de si mesmo, das suas próprias qualidades, revelando-se vaidosos e afetados. São sinônimos de altivez, arrogância, hipótese, empáfia, pressuposição, pressuposto....
Considerando, como reflexão, as palavras de
- Goethe:” idéias genéricas e uma grande presunção estão sempre em vias de causar uma terrível desgraça“;
- Epicteto: “qual a primeira coisa que deve fazer quem vai filosofar? Rejeitar a presunção do (já) saber. De fato, não é possível começar aprender aquilo que se presume saber”;
- Jorge Amado: “ na vida só vale o amor e a amizade. O resto é tudo pinóia, é tudo presunção, não paga a pena....”;
- Patrícia Lima: “o homem no auge do seu orgulho e presunção, acha-se superior a tudo (e a todos), mas, basta uma mudança na natureza para comprovar a sua mediocridade”.
Conclusões:
- As façanhas enchem o coração de presunção perigosa. Os erros obrigam o homem a recolher-se em si mesmo e devolver-lhe aquela prudência de que os sucessos o privaram. - Não permita que a presunção e o orgulho afastem as pessoas de você.
- O presunçoso tem mais facilidade para ser invejoso, é naturalmente difícil de ser “suportado”.
- Com o passar do tempo, as pessoas podem se revelar mais presunçosas. Com a idade nossos defeitos tornam-se mais evidentes, perdemos a censura e necessidade de agradar; alguns preferem agredir.
- A presunção é comum nas pessoas inseguras, querem sempre que formamos uma imagem positiva sobre ela.
- Comunicam uma expressão característica do presunçoso: sabe com quem está falando?

Agora já sabemos a resposta: com um..........presunçoso.

A importância de cumprir as promessas, possíveis de serem realizadas

Outro dia, lendo uma crônica de Rubem Alves (um dos autores preferidos), me surpreendi visitando o meu passado, com um olhar crítico. Fui muito feliz no casamento. O que poderia ter contribuído para esta realização ? Lembro com emoção a primeira noite que dormimos como casados. Acordei enquanto ela dormia, olhei para o seu rosto, jovem, a contemplei e fiz uma promessa silenciosa: “que bacana, deixou a segurança da vida em família, para formarmos uma nova; não sei se te farei feliz; mas farei de tudo para te valorizar como pessoa, e, construirmos um lar agradável para juntos vivermos“.
Hoje percebo que não prometi amor eterno. Amor é um sentimento, mesmo que nobre, pode não ser duradouro, pode ser muito efêmero até, pode mudar de direção. O homem não é, naturalmente, um ser monogâmico, deverá ter muito controle e saber renunciar. Valores sociais, financeiros, religiosos, culturais, exercem influência no comportamento das pessoas.
Não foi o amor que permitiu a nossa realização de família, foram as promessas...realizadas. “Cumpra, mesmo chorando, as promessas que você fez sorrindo“... dizia meu pai.
Fui refém, livre e consciente, desta promessa, determinante para os nossos momentos de prazer. Foram dificuldades, conquistas e muito prazer, até que a sua morte nos separou. Ela morreu como me pediu, de mãos dadas, Mãos que um dia se uniram numa cerimônia social e viveram unidas, fruto de uma promessa que garantiu a existência da compreensão, do respeito e do amor. As promessas, foram a minha orientação na escolha e execução das minha atitudes. O amor? Existe até hoje. Gosto da pessoa que conseguimos ser, como produto do cumprimento das promessas que um dia realizei, confessada apenas ao meu coração e à você.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Conclusões das minhas experiências...visionárias...não comprovo nada

Como lidar com a finitude humana e a questão da salvação ?

Somos, fundamentalmente, movidos pelo desejo: - queremos ser compreendido, respeitado e valorizado, se possível amado. - não queremos nos sentir afastados dos outros, temos medo do abandono e solidão; temos medo da morte (devido mistérios e conseqüências) e ficamos tristes com a perda das pessoas que queremos bem (principalmente pela falta que nos fazem).
A realidade, um dia nos surpreende e frustra as nossas expectativas. A existência de um ser supremo e superior nos dá segurança e a religião nos conforta, prometendo o paraíso e vida após a vida, em melhores condições do que a atual. Esta é a importância em acreditar e ter fé.
Como o ser humano é inquieto e tem facilidade para assumir uma postura pessimista, fatalista, determinista, a idéia da vida temporal e finita o atormenta, necessitando recorrer à crença para manter a fé. O homem é o único ser vivo que tem consciência que a vida é curta e, tem que administrar o breve tempo. Não temos o luxo da eternidade, nesta forma ou dimensão. Mesmo que exista outras vidas, por elas não estarem interligadas (não trazemos nenhum aprendizado e temos que “pagar“ por coisas que nem lembramos), cada uma tem seu próprio tempo e a sua própria realização; é como viver várias vidas uma única vez.
O ideal de sabedoria nos informa que para vivermos bem e livremente para realizarmos as nossas escolhas, com alegria e participação, precisamos, antes de tudo, exorcizarmos os medos, e, acreditarmos nas nossas possibilidades. Na maioria das vezes as religiões funcionam como terapia de apoio, nos confortando em momentos específicos, sem jamais permitir que sejamos o principal protagonista da própria história. Religiões e doutrinas se fundamentam em promessas, nos fazem acreditar que sempre haverá uma força “super” humana e poderosa para nos acolher, para tanto devemos entregar as nossas necessidades nas mãos dos deuses, santos, pessoas desencarnadas que se transformaram ou foram eleitas como espírito de luz, amuletos, fogueira santa, água benta, pastores, missionários, cartomantes, pajés, rabinos, ayatollahs, monges, ministros de confissão religiosa, etc. A verdade é como cada um acredita, todos nós estamos certos das nossas convicções, que não necessitam ser sempre as mesma, variam conforme o entendimento e as circunstâncias. Nossa vida não é linear.
Alguns filósofos, por não conseguirem acreditar num deus salvador, procuraram entender o comportamento das pessoas nas suas relações com o mundo, com outras pessoas e consigo mesmo, até quanto a inteligência intelectual e emocional de cada um permite. Refletindo com as palavras atribuídas à João: conhecereis a verdade e ela vos libertará. Só a verdade liberta, a ignorância nos mantém reféns. A informação é mais importante do que a fé cega, do que a fé que não questiona, devido medo da resposta e ter que mudar as convicções, e, das punições (inclusive as auto punições).
Neste aspecto é preciso considerar que:1) os deuses não podem ser temidos (produtores de castigos); 2) a morte não pode ser motivo constante de pavor (o único mistério é deixar de viver); 3) construir coisas boas e beneficiar-se delas é possível para toda pessoa (é preciso querer, estabelecer estratégias significativas, se dedicar com afinco, não desistir); 4) as coisas ruins, os transtornos, as doenças, são possíveis de serem superadas (não são provenientes da “ira dos deuses“, são eventos decorrentes da própria vida e mais fácil de suportar do que imaginamos); 5) o milagre da vida é a vida (somos capazes de produzir os meios necessários para nos tornarmos vencedores).
Tenho observado que o medo... de viver, de crescer, de morrer, de enfrentar o desconhecido, da liberdade, de ser feliz...gera angústia e nos impede de vivermos melhor. Oscilamos entre a “nostalgia” e a “esperança“. Nostalgia: com recordações de um passado que pode ser considerado bom (porque já foi) ou, de arrependimento e culpa, por considerarmos inapropriado o que fizemos (esta sensação de remorso é difícil de ser administrada). Esperança: acreditando que existe um mundo melhor do que este de agora, fazendo projetos que quase nunca se concretizam, preferindo aguardar o melhor que virá, do que viver o momento. Momento é a única coisa real. Algumas pessoas renunciam ao prazer acreditando agradar o divino (referem que quem ri num dia, chora no dia seguinte).
O ideal de sabedoria nos convida acreditar que devemos buscar, incessantemente, a liberdade e o bem estar. Mas, as religiões sugerem o sacrifício, estimulam a fé e não o conhecimento à luz da verdade.
As religiões nos fornecem modelos prontos na prática da vida, ensaiam e nos apresentam tradições e heranças, desde a época medieval. Nos ensinam a viver segundo regras e interpretações sem a participação dos fiéis seguidores, reproduzindo apenas modelo para manutenção de um sistema. Conforme o local onde se congrega e orientação do preceptor ,é proibido novos desenhos de liberdade para outros conhecimentos e escolhas racionais.
Tão importante como aprender a viver é aprender a morrer.
O momento da sociedade é a desconstrução de mitos e mistérios. Construídos à séculos, à serviço de quem?
Satanás é um mito, entre tantos. A conquista do paraíso perdido, com a salvação, é um mistério, que me obriga a questionar: salvação do que? Fui condenado sem ser julgado? A morte é simbolizada, com motivos lógicos, com o sono, eterno, sem sonhos e pesadelos.
É tempo de uma nova era. O velho tem que saber...que o novo sempre vem.
Quero viver livre...das estórias herdadas...para construir a minha história. O milagre na vida? É a própria vida. Não estou a espera de outros milagres...a realidade tem mais fantasias do que os sonhos (Einstein).

terça-feira, 13 de março de 2012

A dualidade que existe em mim:

A vida pede atitude a cada instante...considero o ócio mais produtivo. Ironiza quem se cala...revela que quem domina uma conversa é quem ouve. Sugere e obriga mudanças... me aconselha aceitar como sou. Parte de mim quer se revelar para o mundo....a outra quer se esconder. Vive em mim um personagem gosta de criar... outro personagem me obriga a executar. Tenho vocação para ensinar...a vida diz que devo aprender á todo instante. O conhecimento afirma que o melhor exercíco é caminhar...tenho que parar no caminho para contemplar a natureza. O bom é amar, o jeito, a forma, não são o mais importante....importante também é ser amado. Tenho que ser educado e falar baixo...gritar um canto de alegria é mais saudável. Metade de mim um dia saiu de casa..a outra metade ficou para abraçar os pais. Tenho que cuidar de mim...tive filhos para me realizar com eles, sendo seu provedor. Estou convicto que devo ganhar dinheiro para financiar a vida...parte de mim quer realizar escolhas. Metade de mim sempre diz “sim”... a outra metade, teimosamente, provoca meu “não”. Pedaços de mim desejam fazer um novo percurso...os outros pedaços conservam os mesmos caminhos. Um de mim necessita se apaixonar...o outro tem medo do sofrimento. Metade de mim tem capacidade de amar...a outra de não estabelecer limites. Metade de mim é ansiedade...a outra metade é prudência. Metade de mim quer cruzar os braços...a outra metade me estimula para as conquistas. Metade de mim exige sabedoria para reconhecer o tempo de “cada coisa”...a outra metade é virtude, em saber aproveitar o que pode ser vivido. Metade de mim comete erros constantes...a outra metadeos perdoa. Metade de mim valoriza a liberdade...a outra metade o prazer. Metade de mim reconhece o teu “valor” como pessoa...a outra metade te comunica.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Delicias da Vida

Desenvolvemos na vida um significativo desejo de nos realizarmos, pessoal e profissionalmente.
O amor sexual é plena realização. É curativo, transformador. Os prazeres da juventude se realizam nas pessoas, principalmente no sexo, é a explosão dos hormônios, não nos conduzimos...somos conduzidos por eles. Os órgãos sexuais se mobilizam sem muito comando ou razão aparente... As coisas acontecem. Tudo tem imensas dimensões, sem muita noção das conseqüências. Algumas situações e fatos que poderiam trazer satisfação, traduzem tormentos. Mas, com o tempo, aceitando os conselhos das próprias experiências, que podem ser acumulativas (pela idade) e, sem muita opção, respeitando a espoliação desses hormônios, causando significativo e lento declínio no desejo, temos outras maneiras de nos realizarmos como pessoa. Os prazeres são diferentes, conforme as fases da vida, nem melhores ou piores, apenas diferentes da juventude, entretanto, sempre prazeres. São ridículos os adultos e idosos que se comportam como jovens, e tolos os jovens que envelhecem antes do tempo natural, sem considerar os caminhos do processo e vivê-los em cada época. Existe diferentes maneiras de nos beneficiarmos do resultado do estado de amar. O encontro das genitálias é o mais significativo deles, acreditam alguns...fundamental na juventude... a realização do homem está na penetração, a mulher valoriza o carinho. A pele é o órgão sexual mais extenso do corpo humano, deve ter razões que devem ser exploradas. É bom tocar e ser tocado pelas carícias essenciais. Idosos confessam que com a idade o interesse sexual foi diminuindo, até não estar mais presente; se realizam vivendo com elegância as suas limitações, respeitando a companhia, valorizando a ternura...bárbaro!!! No processo da vida sofremos transformações, visíveis ou não, diretas ou subjetivas, mensuráveis ou imperceptíveis; não somos os mesmos o tempo todo. Sempre existirão perdas...que devem ser elaboradas, e, ganhos...que devem ser valorizados. Caso contrário é só frustrações...nostálgicas recordações. Como pessoa, buscamos incessantemente o “poder”. O poder sobre nossos hormônios (uso de fármacos); o poder pelo conhecimento para a aceitação natural da transformação; o poder pela construção de uma nova vida (de novas descobertas); o poder financeiro para a realização da família; o poder de estratégias que poderão garantir a liberdade e o prazer em existir. A “beleza” necessita acontecer, sempre. O corpo não pode ser o ideal de beleza mais valorizado (beleza, juventude e entusiasmo andam juntos), é temporal. O corpo é o nosso representante na terra, deve ser muito bem cuidado, abriga a nossa alma. Não existimos somente aonde pensamos (que pode ser manipulado convenientemente), também existimos aonde não pensamos, nas relações neurológicas e cardiológicas, o trajeto da nossa alma, aonde todo poder de beleza torna-se gracioso e eterno (não porque caminha em direção ao infinito e sim pela força que representa).
As delícias da vida acontecem na realização do prazer, é ocasional e singular, depende de cada um saber explorar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

As coisas mudam...nem tanto

Por que tantas coisas mudaram, só não mudou o meu amor por você?
Você, distante de mim é como um poeta sem inspiração, sem motivo para escrever. Solidão, melancolia, necessidade de um encontro como manifestação de prazer, ornamentam este poema declaração. O computador, um livro, um caderno, uma foto sobre o piano, um sentimento, o cão adormecido sobre os meus pés, são o cenário desta poesia. Eu e você, protagonistas de um grande amor e, nada mais. Você e eu, caminhando com as flores da primavera, seguros por mãos que temem por se largarem. Na presença de tudo, em direção ao nada, por caminhos que nunca nos fazem chegar, nos fazemos eternos admiradores, um do outro, reféns da saudade. Terá passado o nosso tempo de amar? É como um sonho que não mais voltará? Você sempre foi maravilha de se ver e contemplar. De se sentir também. O que me resta sem você? Feliz lembrança que nunca quis esquecer. Teu cabelo, teu sorriso, teu olhar, teu jeito de ser, como não me apaixonar? Vivia o dia como mocinha; deitava menina e, amanhecia mulher. Um dia, você simplesmente apareceu, fui seduzido pelo seu encanto e sumiu. Racionalizei os “avisos”. Ainda que tenha passado muito tempo de silêncio entre nós, eu penso em você, em mim, em nós. Paro na caminhada e te abraço forte. Sei que ninguém tem te falado de mim, mesmo assim espero que se lembre dos dias que compunha para você. Entre pessoas te procurava, meu coração te achava. Como sempre, anseio por ter a sua atenção, só não sei como e nem quando. Quero de novo ver o teu sorriso, sempre jovem, e, meus olhos conduzirem as minhas mãos ao te tocar. Esta voz que hoje canta para você, não é minha, é do meu coração. A emoção é manifestação da alma, materialização de um sentimento que insiste em não morrer. Você sempre me emociona. Você é um dos melhores eventos que o mundo me proporcionou. Você e eu, uma festa. Os céus como os mares (estendidos há muitos anos), o sol, as ondas e o luar, são testemunhas de tantos amores que viram surgir, não conseguirão ver o meu acabar. Minha admiração e amor por você são eternos, não porque caminham em direção ao infinito, mas pelo seu significado. Até aonde a minha poesia, em forma de declaração, pode chegar? Servirá de reflexão para outros amantes? Como um amanhã que acorda lentamente, esta noite senti um pouco mais a tua falta. Queria acariciar a tua pele, para deitar mulher e acordar menina. Doce amante. Como em toda história de amor, quem ama é o homem, a mulher é amada. Ainda sonho sob um “raio de lua”, é um pouco da juventude que existe em mim, que o tempo esqueceu de levar. Digo para mim mesmo, o teu nome, com ternura. Lembro a expressão do teu olhar e construo a minha alegria por estar nos seus braços. Você se foi, permanece nos meus desejos. Lamento porque nunca saberás do valor dos meus sentimentos e de sua importância na minha vida. Gostaria que um dia, você tivesse encontrado alguém que te fizesse tão bem, como me fizeste, mesmo que este alguém fosse eu. As violetas chegam na primavera, será que você, como elas, também voltará? Preso em liberdade nesta poesia, sonho com a minha primavera, quando te sentia. Meu canto, meu clamor, que chegue até você, tendo como arauto o desejo, simbolizado pela violeta. Você me compreenderá, como sempre; mas não voltará, como sempre. Sei tudo sobre você. Mistério. Não sei nada sobre você. Não sabes nada sobre mim, mesmo te dizendo tudo. Na noite que estiveres perto de mim, saberemos um pouco mais um do outro. Sempre existe um momento oportuno para revelações. Quando não, o criamos. Nossos abraços nos revelarão, um pouco. Mais revelações exigem mais abraços. Acreditar um no outro é uma forma de otimizar o nosso tempo. Não culpo e nem posso impedir que este coração insista em te procurar e desejar. Vamos ficar juntos esta noite, quem sabe o dia também? Sou romântico, sou aquele que te ofertará uma flor, cantarei o prazer, estimularei a alegria por este encontro. Pelo menos uma noite queria te encontrar, sem precisar procurar em mim. Não sou indiferente ao amor.
Não somos mais os mesmos...tantas coisas mudaram...menos o meu amor por você.

terça-feira, 6 de março de 2012

Para os meus netos...quando os tiver

Será a vida, apenas, uma medida de tempo...determinada por dois eventos naturais: nascimento e morte?
O tempo, esta unidade de marcar a vida, é efêmero...o meu passou, deixando marcas significativas, no corpo e na alma.
Várias fases se sucederam...sucessivamente...mas a memória das experiências... em mim ficou. Não vivo do passado...ele que vive em mim.
Fui neto de avós que nunca tive....e avô de netos com quem não convivi, ainda.
Mas que filho e pai eu fui? O melhor que pude ser...sem saber o que de mim queriam. Foi como tudo na vida: descobrimento e revelação...erros...correções...acertos.
A vida é um instante...pessoas vão e vêem. Outras chegarão...como vocês...e também irão embora...como eu irei.
O universo tem alma feminina...é o amor das mães que nos mantém no caminho...com seus pequenos gestos...mágicos instantes...que tornam a vida encantada.
Com elas aprendemos o essencial para a vida...que as coisas de fora devem ser observadas e contempladas...pelos olhos do interior...da alma. As coisas têm a forma e brilho do olhar com que vemos. O que vemos e avaliamos...está em nós...vemos como estamos e como somos.
Felizes os que descobrem e apreciam a beleza do que nem sempre pode ser visto...com olhos humanos. Contemplar a natureza... é antídoto da tristeza e da nostalgia.
Somos extensão da vida dos nossos pais....temos como herança uma vida... para fazermos dela o que podemos e quisermos fazer...sem esquecer, jamais, que podemos dela obter vários prazeres...aprendendo e aventurando-nos na arte de viver.
Avós...pais...filhos...netos....cada um tem que caminhar com os seus próprios passos...num ritmo apropriado e singular. Sugere-se que cada um vá buscar as suas experiências...com responsabilidade...é o preço da liberdade.
O conhecimento e observação é a única maneira de desconstruirmos mitos e mistérios. É um processo...de transformação...exige além da paciência... não desistir da possibilidade de uma conquista... justificada e necessária...caso contrário...deixe para trás...o que não for importante.
“Ganhar a vida” é necessário para financiar as nossas necessidades....sem esquecer que o “ideal de sabedoria”...é “saber viver”.
Quando for preciso decidir...o faça com o coração aberto...a possibilidade de acerto é maior.
O que devemos aprender estão além das palavras...ninguém pode ensinar...é um aprendizado solitário...entender as coisas que acontecem no nosso interior....raramente podem ser comunicadas.
Há dois tipos de conhecimento....os de origem (normalmente transmitidos) e... os de destino (descobertos com as experiências e revelações no processo de relação)...esses transformam-se em sentimentos...como a solidariedade...inclusive conosco mesmo. Solidariedade é a forma visível de manifestação do amor.
Quando te vires no espelho...arrume o cabelo....mas o coração também. Perceba teu olhar suplicante...na busca da realização dos teu desejos...de quem serás, eternamente, aprendiz.
Nunca renuncie os teus poderes “divinos”...este é o maior pecado que podes cometer...contra ti mesmo.
Observar a natureza, entendê-la e valorizá-la... como utilizar os benefícios do que é natural...é a mais significativa das terapias.
Sonhe...sonhos possíveis de serem realizados...invista nos teus sonhos...com racionalidade e paixão....e....corra os riscos de realizá-los.
A felicidade?
Está no caminho...é como tudo na vida....ilusão...o combustível da vida.
O mundo...as pessoas...as coisas...são da forma como acreditamos...tudo é invenção.
O sentido das coisas?
É o que damos...o universo não tem um sentido lógico.
Aproveite esta única certeza...sem determinismo:
Invente uma vida com liberdade...prazer...solidariedade...humildade....transparência... na vida afetiva, amorosa e sexual.
Avaliação dos outros?
Simples mortais....com objetivos quase sempre impublicáveis...não são melhores e nem piores do que nós mesmos...apenas diferentes.
A excelência da vida....é a própria vida...manifestação e conseqüência de um estado de amar.
Sucesso?
É nos sentirmos realizados...com aquilo que conseguimos realizar...aceitando as coisas como são...gostando de quem conseguimos ser...construindo a vida com alegria.