segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O ser humano vive num UNIVERSO...de possibilidades

“Dias Repetitivos...Vida Monótona”. Uma existência monótona é consequência das ações cotidianas repetitivas e, o principal motivo das pessoas fazerem as mesmas coisas é a necessidade em estarem agarradas ao que consideram uma condição de segurança. Realizam sempre as mesmas coisas, mesmo não gostando delas e sabendo dos efeitos deletérios que ocasionam: física, mental, emocional e socialmente. É sabido que, diferentes níveis de desordem, são necessários durante a nossa existência, para estabelecermos uma nova ordem. A ordem para o progresso deve ser precedida de uma desordem, provocada voluntária ou ocasionalmente. A vida é um processo constante de transformações e novos nascimentos. Em cada fase da vida o homem TORNA-SE ALGUÉM e é importante sabermos nos relacionar com este alguém que estamos nos tornando, compreendendo, aceitando e valorizando esse novo personagem, principalmente buscando SER este alguém que DESEJAMOS e DIZEMOS SER. A vida sempre nos oferece meios e situações que nos provocam, nos desafiando, nos arrancando do nosso lugar no mundo para ocuparmos outros espaços e nos revelarmos, também, numa nova pessoa, descobrindo alguém que coabita nessa multidão que cada pessoa representa. Que vida medíocre é daquele que passou o tempo todo de sua existência vivendo um único personagem!!! Sem se beneficiar da necessidade de vestirmos máscaras, armarmos jogos e desempenharmos diferentes papéis conforme as circunstâncias. “Cada pessoa é uma pequena sociedade” (Novalis). Como podemos descobrir e revelar as verdades sem usarmos máscaras? Disse Sêneca: “Crede-me, não é coisa fácil conduzir-se como um homem só”. “Quer dizer que me contradigo? Pois bem, então me contradigo...eu sou vasto, eu abrigo multidões” (Walt Whitman). “É somente na lógica que contradições não podem existir” (Freud). Para termos segurança e facilitar a nossa vida, estabelecemos rotinas, mas, para tornar a vida interessante, somos obrigados mudar as rotinas. Em toda alteração de rotina surgem transtornos e neste momento parece que estamos vivendo o caos das possibilidades. Inicialmente, nos lamentamos por termos mudado a rotina, porém logo percebemos o universo de novas possibilidades que nos apresentam e que podemos fazer escolhas, gerando até uma inquietação e mais insegurança com medo de não fazermos a melhor escolha, entretanto, com o passar dos dias vamos nos transformando numa NOVA PESSOA, mais interessante do que antes. Os estudiosos sobre comportamento humano afirmam que: Se vamos esperar até ter certeza para fazer as coisas, provavelmente não iremos fazer nada. Racionalmente, não temos segurança e nem certeza de nada. A necessidade de fazer escolha e “arriscar” com relação aos resultados, nos transforma, ocasionalmente, nos possibilitando experimentar uma sensação de vigor, de criatividade, de vontade de vencer para conquistar, de nos beneficiarmos da conquista e celebrarmos a vida. Concluímos que mudanças sempre deverão ocorrer, algumas voluntariamente escolhidas e outras decorrentes do processo da vida. É natural termos medo, principalmente durante o caos e no inicio das mudanças, mas devemos ter coragem ( a vontade de vencer apesar do medo) para superarmos as dificuldades e os nossos limites (impostos pela falta de confiança em nós mesmos e no amanhã). Na realidade, a mudança e o caos precedem uma luta na conquista de novas possibilidades, onde sempre seremos vencedores. O destino do ser humano é superar as suas dificuldades. Em toda fase e ocasião: a vida é o conjunto das funções que resistem e superam a morte. Liberdade, prazer em viver, saúde, sucesso não são um fim em si mesmo, dependem do conjunto de meios que construímos e do nosso emprenho em realizar o que desejamos. “Toda pessoa precisa almejar alguma coisa. Chama-se de desafio ou de meta, não importa. Mas é isso que nos torna humanos. Foi o que nos tirou das cavernas para nos levar às estrelas” (Richard Branson).

sábado, 28 de setembro de 2013

"TODO problema tem uma solução...."

Na busca da solução para os nossos problemas podemos incorrer em erros e, com sabedoria e boa vontade, todo erro pode ser corrigido. Toda pessoa tem, pelo menos, uma oportunidade, de concertar os seus erros através de ações positivas elaboradas, convenientemente, para compensar os estragos e prejuízos causados - mesmo quando involuntariamente. Até para quem tem certeza de que causou dor e destruição em toda parte. É preciso lembrar-nos da história do químico Alfred Bernhard Nobel, que se dedicou às pesquisas de explosivos (como exemplo a dinamite), para ser empregado de maneira útil no campo da mineração e dos engenhos, mas, que foi utilizado principalmente na indústria militar para destruição nas guerras (ainda hoje para explodir caixas eletrônicos de bancos). Santos Dumont, teve profunda depressão quando verificou que o seu importante invento, para locomoção de uma pessoas através do mundo, estava sendo utilizado nos bombardeios que causavam mortes. Prejudicar os outros não pode ser uma boa conduta...para quem deseja ser uma pessoa de boas atitudes com comportamento alegre. Nobel conseguiu formar uma grande fortuna com os seus inventos e também uma culpa tão prejudicial para si mesmo, que precisou buscar um modo de compensar o mundo. Criou a Fundação Nobel e entregou todo seu dinheiro para o Banco Central da Suécia administrar e conferir prêmios, que seriam oferecidos às pessoas que mais tivessem beneficiado o mundo no campo da física, da química, da medicina, da literatura e em benefício da paz. Quem não se lamenta de ter cometido alguma ação inadequada que tenha prejudicado alguém? Considerando que nem sempre o que foi feito pode ser desfeito, por vários motivos até pela morte das pessoas, o melhor modo de compensar os nossos erros é optar por ações positivas em benefício de uma causa. Afinal, podemos refletir com o provérbio árabe que diz: “Deus não se importa com o que você foi, mas com o que será a partir de agora”. O passado não pode ser mudado, mas, no mágico momento do AGORA podemos decidir o nosso futuro. “Cada momento nos oferece mais possibilidades do que percebemos à primeira vista” (reflexão budista). Então, podemos concluir que: “todo problema tem solução, toda solução pode incorrer em algum erro e este erro pode ser corrigido”. Pois, existe uma solução para cada problema, mas é preciso observá-lo a partir de uma nova perspectiva. Ninguém resolve um problema pensando apenas no problema e, sim, nas possibilidades de solução e na melhor escolha.

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

"VIVER É MUITO PERIGOSO" (Guimarães Rosa)

Viver é PERIGOSO porque é um DESAFIO, a etimologia nos revela que na palavra desafio está contido um forte sentimento de DESCONFIANÇA. Fiar é confiar. O desafio gera o des-confiar, colocando-se em dúvida a possibilidade de realização da ação e, portanto, acena-se para o perigo. Está formada uma tríade paralisante e que precisamos interferir constantemente: perigo, desafio, desconfiança. A expressão “Fiado só Amanhã”...é consequência da falta de confiança, pelo perigo que existe de não receber o combinado. Viver é desafio de fato: é a criação do inédito. Considerando a vida como dádiva na origem (pela concepção e o nascimento) ela não é dádiva como chegada. Quando dizemos “Deus é que sabe” é porque nunca sabemos como será a nossa vida e principalmente o seu final. Mas, não há dúvidas, que exige de nós uma participação efetiva, como protagonistas da própria história. O valor da vida depende da condição que cada pessoa confere à sua própria vida, não havendo prêmios e nem castigos, apenas consequências pela forma e conteúdo das nossas escolhas e envolvimento. Para vivermos bem e gostarmos da pessoa que estamos nos tornando, precisamos acolher todo perigo decorrente, naturais e consequentes, enfrentando-o, em vez de nos escondermos - usando pessoas, coisas e desculpas como escudo – ou fugir dos desafios. Entretanto, para enfrentarmos os desafios precisamos CONFIAR. Confiança é tudo! No que, quando ou como confiar? Aonde podemos colocar as nossas esperanças? Nem todos os desafios, podemos escolher e nos prepararmos, convenientemente, para enfrenta-los. Existem aqueles que surgem espontaneamente, decorrentes pelo simples fato de estarmos vivos e outros porque temos que viver nos relacionando com a sociedade. Os perigos contidos nas ações da vida são potencializados quando recusamos o desafio do enfrentamento para a necessária superação. Pior do que o perigo de viver é recusar os desafios que implicam em nossas escolhas. Necessitamos nos transformar constantemente, pois a vida é um processo contínuo de transformações. O nosso dia a dia nos leva a lugares, que na maioria das vezes, não temos certeza aonde chegaremos. E, temos que confiar aceitando os desafios decorrentes de todo perigo na nossa jornada. A vida exige coragem, “pois os covardes ela abate” (citando Gonçalves Dias) e a coragem é consequência da confiança, que nada mais é do que acreditar na capacidade de enfrentar os desafios. Disse Chico Xavier: “De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmo, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e ter que prosseguir vivendo”. “Assim que você confiar em si mesmo, você saberá como viver” disse Johann Goethe. Steve Jobs afirmou: “Se tu o desejas, pode voar, só tens de confiar em ti”. Na canção “Mais uma Vez” Renato Russo diz: “se você quiser alguém em confiar, confie em si mesmo. Quem acredita sempre alcança”. Reflita o interessante que disse Bob Marley: “A política só serve para dividir o povo, é uma bobagem, pois faz o povo confiar em um homem que nada pode fazer por nós. Se você não tiver a sua vida, você não tem nada. Por isso até os políticos devem achar um RasTafari”. É conhecida a história de sucesso de Walt Disney, que fez o que se considerava impossível, principalmente tendo uma infância tão limitada de recursos. Ele afirma: “É divertido fazer o impossível. Todas as coisas novas em algum momento pareceram impossíveis diante dos olhos dos incrédulos. Mas os outros não podem nos dizer o que podemos ou não podemos realizar – somente nós mesmos somos capazes de estabelecer nossos limites e nossas metas”. Certa vez, ele explicou a fórmula para o sucesso da seguinte maneira: “Não creio que haja nenhum pico que não possa ser escalado por uma pessoa que conheça o segredo para transformar sonhos em realidade. Defino esse segredo especial por meio de quatro “Cs”: curiosidade, confiança, coragem e constância. A mais importante das quatro é a confiança. Quando você acredita em algo, tem que ser para valer: não pode haver dúvidas e nem questionamentos”. Tudo aquilo que se pode imaginar, dentro de um universo de possibilidades - determinado pelas circunstâncias - poderá ser realidade um dia....se você confiar em si mesmo. Para confiar em nós mesmos é fundamental lembrarmos as palavras de Sócrates ao dizer sobre a importância, positiva e transformadora, do “conhecer a si mesmo”. CONHECER para CONFIAR é o mais significativo dos desafios humanos. Não podemos morrer sem antes nos conhecermos melhor e, revelarmos a existência do divino que habita em nosso interior. Emerson nos possibilita uma reflexão: “É uma lição que a história ensina aos sábios: de confiar em ideias e não em circunstâncias”. Conhecer a si mesmo é o princípio das melhores ideias.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Viver não é importante....o importante é viver bem!!!

“O que mais nos entendiam, mortalmente, são os nossos problemas. Vivem melhor os que priorizam os dos outros”. A principal manifestação de bem estar, são das pessoas que entendem a vida como missão e a profissão como serviço. Não faltam registros históricos sobre o prazer das pessoas que se dedicam em cuidar dos problemas dos outros, profissional ou voluntariamente. São significativas as transformações hormonais e imunológicas, proporcionando alegria e bem estar. Pois, quanto menos tempo tivermos para pensar, nos próprios problemas e necessidades, que nos ferem mortalmente, melhor será a nossa vida. Mas como fazer para não pensar o tempo todo nos nossos problemas, transtornos e preocupações? Temos que transferir as nossas atenções, lembrando que a maioria dos nossos problemas são consequências da falta de confiança no amanhã e, povoamos com pensamentos negativos o nosso dia. Os pensamentos sempre ocorrem em pares, um positivo e outro negativo, um construtivo e outro destrutivo, nos parecendo que a energia negativa tem mais poder. Sabemos que “A maioria das nossas preocupações não acontecem”. E, problemas que pareciam não ter solução, são solucionados sem a nossa participação efetiva. Os nossos maiores inimigos são imaginários e são nutridos pelos pensamentos negativos. A mente humana é cruel! Temos que transferir, parte das nossas atenções, para outras pessoas ou para outras atividades. Não podemos ficar o tempo todo remoendo o que não deu certo ontem e o que precisamos fazer para não dar errado amanhã. Quando nos colocamos a serviço do próximo ou nos dedicamos a uma atividade que nos dá prazer, a nossa ansiedade diminui e os seus efeitos deletérios são minimizados e até poderão desaparecer. Não existe a possibilidade de eliminarmos – totalmente - a ansiedade, ela é consequência no processo da vida, mas, podemos exercer um controle adequado sobre ela, nos sentindo mais leve ao desconsiderar a presença constante e marcante do ego. Guy Sorman, sociólogo Francês, define o medo da vida e do futuro como um dos grandes obstáculos que nos impedem de aproveitar os prazeres da vida. Aonde vamos colocar as nossas esperanças? Este é um grande dilema e uma necessidade humana. Quando nos focamos na alegria do momento, servindo ou fazendo o que nos agrada, nossos sentimentos e a nossa consciência se revelam no prazer e na realização do momento e, o amanhã, se apresenta de forma mais leve, com menor ou nenhum sofrimento. As pessoas pessimistas e excessivamente ansiosas veem apenas o lado sombrio da vida, acabam se amargurando e prognosticando desgraças, influenciando negativamente na vida dos outros. Suas expectativas orientam os seus atos, possibilitando construir um futuro de desconforto conforme haviam previsto. Este ciclo é conhecido pelos estudiosos do comportamento como “Profecia Autorrealizável”. Alguns contos de Shakespeare revelam que muitas tragédias têm origem numa profecia autorrealizável, que nos condiciona e limita a nossa liberdade de ação, nos impossibilitando de SENTIR um mundo melhor. É bom: - escutar mais as necessidades dos outros, ajudando quando possível, ou pelo menos não atrapalhando; - colocar a energia em questão em benefício de uma causa, de um grupo religioso ou social, de uma ação cultural... - não falar o tempo todo dos próprios problemas, pois a repetição constante só os reforça; - procurar se ocupar de alguma coisa - que se traduza em prazer – em vez de apenas se ocupar – de coisas que geram transtornos; - ser útil aos outros, a uma causa justificada, reforça a autoestima e dá um sentido para a vida; - estabelecer limites de horário no trabalho, para sobrar algum tempo e se dedicar ao prazer do convívio familiar e com outras pessoas ou coisas; - lembrar sempre que o “hábito faz o monge” e que, alguns hábitos, necessitam ser substituídos para nos simpatizarmos com a alegria, pois, quanto menos pensarmos e falarmos das chagas da vida: melhor viveremos. A vida é um processo constante de novos nascimentos e precisamos nos reinventar sempre, construindo os meios que nos levarão ao sucesso desejado.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Conhecendo a si mesmo

“O sofrimento é o meio pelo qual existimos (a vida implica em sofrimento) porque é o único responsável por termos consciência de existir”. Portanto, temos que deixar de nos lamentar o tempo todo (um pouco de vez em quando é necessário para não parecermos inconsequentes) e, temos que seguir em frente, aprendendo a superar as dificuldades, praticando hoje o que se chama de RESILIÊNCIA. O que caracteriza um indivíduo RESILIENTE é a capacidade de se realizar pessoal e profissionalmente, independente das circunstâncias, devido sua vontade de progredir, superando as dificuldades e o ambiente hostil. Em vez de cruzar os braços e se lamentar, o resiliente arregaça as mangas e vai à luta. Entendendo que o importante na vida não é apenas o conquistar e sim: CONQUISTAR e MANTER. Thich Nhat Hanh, monge budista, disse: “Cada momento nos oferece mais possibilidade do que percebemos à primeira vista”. John Dryden possibilita-nos entender que “Primeiro, nós fazemos nossos hábitos, e depois nossos hábitos nos fazem”. Somos e seremos sempre reféns dos nossos hábitos. Por que não sermos reféns dos bons hábitos? É prudente saber que apenas um hábito substitui outro hábito. Se não gostamos de algum, devemos iniciar e exercitar outro, para substituir o que não mais desejamos. As metas de médio e longo prazo se sustentam nos hábitos e, para dominarmos as nossas possibilidades, devemos revê-los para identificarmos o que eles nos representam e suas consequências, pois, somos representados na sociedade pelos nossos hábitos. Bons ou ruins, os nossos hábitos são o nosso “cartão de visita”. O especialista em comportamento humano, Kerry Patterson, no seu livro “Mude tudo: a nova ciência do sucesso pessoal”, afirma que para mudarmos nossos maus hábitos não precisamos apenas de força de vontade, mas também desenvolver automotivação (mobilizar as nossas forças interiores sempre existentes e que podemos chamar de divina), aprendendo com os nossos erros e, adaptar nossa rotina aos novos objetivos que estabelecemos. Uma das importantes leis das possibilidades é saber que: “Os hábitos são o material de construção dos nossos projetos de médio e longo prazo”. Só pomos nossa vida a perder quando paramos de nos transformar, aprimorando os nossos hábitos em busca da liberdade em nos proporcionarmos melhor bem estar. Temos que descobrir e revelar uma habilidade especial relacionada à inteligência humana e quase sempre ignorada: a capacidade de síntese. Pois, para encontrarmos a SOLUÇÃO DOS NOSSOS PROBLEMAS, aliviar ou evitar mais sofrimento, é preciso avalia-lo objetivamente, compreendendo e valorizando o que há de fundamental no problema. Como exemplo prático, é a pessoa que tem dificuldade nos relacionamentos (pois somos resultado das nossas relações: conosco mesmo, com os outros e com o mundo) e não procura entender os seus erros. Quem não tiver a mínima capacidade de síntese atribuirá, o seu sofrimento, à falta de sorte, à ira dos deuses, ou a uma atitude inadequada por parte dos outros, sem precisar mudar a sua maneira de pensar e agir. As pessoas que não conseguem aprender com os próprios erros, com o seu próprio sofrimento, vivem fazendo as mesmas coisas e obtendo os mesmos resultados, na esperança que os outros mudem, e que bênçãos lhe sejam concedidas todos os dias.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Momentos que valem por toda vida

“Às vezes podemos passar um longo tempo considerando viver uma vida sempre igual e, de repente, toda a nossa vida se concentra num só instante, numa oportunidade consistente e transformadora”. É conhecida a expressão “A alquimia dos sonhos” contada por Paulo Coelho na fábula “O Alquimista”, onde ele conta a história de um pastor que faz uma viagem pelo deserto - fugindo do cotidiano que nos entristece - em busca de algo que viu num sonho, que o levará a se tornar alguém que nunca havia imaginado ser e a encontrar o amor de sua vida (todas as pessoas gostariam de viver uma história de amor, mesmo sem planejá-la e dedicar-se a esta conquista). James Joyce, considerado um dos maiores pensadores e escritores do século XX, descrevia “Epifania”, como os momentos em que atingimos uma profunda compreensão da realidade e o mundo dá a impressão de parar... para começar de novo...com uma condição diferente...estando melhor preparado. Epifania (do grego “epiphanéia”) pode significar aparição ou manifestação(divina na maioria das vezes). Os filósofos conceituam “Epifania” para significar uma sensação profunda de realização no sentido de compreender a essência das coisas ou das pessoas, isto é, poder considerar que a partir de agora sente como solucionado, completado, aquilo que estava difícil de entender e conseguir. Também pode ser um pensamento iluminado, uma inspiração que parece ser coisa de Deus, como que somente Ele seria capaz de pensar tal coisa. Muitos filósofos, religiosos, místicos, escritores, cientistas, confirmam através de relatos históricos que passaram por algumas experiências epifânicas, como Buda, Moisés que conta as aparições de Deus, Maomé e o próprio James Joyce entre outros. Fenômenos significativos e transformadores (epifânicos), podemos conseguir de várias maneiras: - Ao congregarmos numa igreja e na manifestação interior após uma oração ou um procedimento de relaxação. - Ao depararmos com um trecho de um livro ou de uma citação que nos faça vibrar. - Ao experimentarmos a descoberta de um novo sabor ou de uma situação desconhecida, que possibilita nos revelarmos de maneira diferente e prazerosa. - Ao contemplarmos uma paisagem ou uma obra de arte. - Ao ouvirmos uma música ou assistir um filme que despertam sentimentos adormecidos. - Ao sentirmos um aroma, revendo fotos ou qualquer outra coisa que nos fazem recordar da infância. A música, como as fotos e as representações no cinema, são expressões de arte que mais nos aproximam das lembranças e das lágrimas. Enfim, necessitamos de coisas que implicam em sentir para pensar e tentar entender. O sentimento é a emoção do pensamento. Uma emoção não necessita estar vinculada a uma pessoa real ou a um acontecimento verdadeiro. É a mente que a vincula à uma série de circunstâncias, mesmo que subjetivas ela é real, gerando forte sentimento. Conhecer as nossas emoções e a pensar com mais clareza, tem que ser importante objetivo na vida das pessoas. Ou, simplesmente, ignorar tudo e não pensar em nada. O que não podemos é ficar parado no meio do caminho, sem pensar para nada sentir. Conseguir envolver-se com o instante, sem determinismo e expectativas, ocorre uma “iluminação” também chamada de “satori” pelo budismo. São momentos assim, de completa lucidez, no qual entendemos a essência das coisas, das pessoas e principalmente de nós mesmos, que devemos procurar alcançar o máximo de vezes possíveis, lembrando que sempre seremos chamados para a rotina do dia a dia, afinal temos que ganhar dinheiro para financiar a vida. Ou procurar trabalhar no que gosta (ou gostar do que está fazendo) para viver livre e produzir prazer para si mesmo. De vez em quando, precisamos sentir a vida, nos concentrando no exato momento que estamos existindo. Temos que construir no imaginário, ou escolher como refúgio, um local aprazível para o nosso descanso, sendo também a fonte da energia que necessitamos para nos movimentarmos pela vida, satisfeitos e alegres. Lembranças do passado que nos deixam insatisfeitos temos que procurar esquecer AGORA (e toda vez que nos produz transtornos). Temos que imaginar uma nova história e acreditar nela, procurando os meios que possam nos ajudar (todos nós necessitamos de alguma forma de colaboração, os meios são muitos e estão disponíveis). Temos que lembrar e nos concentrarmos nos momentos históricos de superação e fortalecer esta energia, positiva, que existe no nosso interior. Podemos contar sempre com o “Princípio Favorável”, pois, quando fazemos alguma coisa pela primeira vez, a “sorte” sempre nos favorece. Temos que ler e interpretar os sinais que a vida nos revela, porque servem para nos orientar pelo caminho. Toda pessoa tem uma magia especial, que, lamentavelmente, por influências sociais abandonamos quando deixamos de ser criança, como: 1) ficar contente sem motivos materiais; 2) estar sempre, mentalmente, ocupado com alguma coisa; 3) saber exigir com todas as forças (ninguém tem estratégias mais provocantes do que uma criança).

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

"Amar a si mesmo é o começo de um romance que vai durar a vida inteira"

O amor quando é consequência do compreender quem é, do respeitar e aceitar quem consegue ser e valorizar quem se tornou, é consistente e a mais significativa das condições humanas. Eckhart Tolle costuma recorrer à seguinte parábola para demonstrar a importância de SE AMAR e de PARAR DE BUSCAR FORA DE SI...aquilo que já se tem dentro. Um mendigo viveu à margem de uma estrada durante mais de 30 anos. Um dia, um desconhecido passou por lá. - Uma esmola, por favor. (murmurou o mendigo, estendendo mecanicamente o chapéu). - Não tenho nada para lhe dar (disse o desconhecido). Que em seguida perguntou: - Você está sentado em cima de que? - Não é nada. Apenas uma arca. Estou sentado nela nem sei desde quando (respondeu o mendigo). - Já olhou dentro alguma vez? (Perguntou o desconhecido). - Não. Para quê? Não há nada (disse o mendigo). - Dê uma olhada (insistiu o desconhecido). O mendigo conseguiu abrir a tampa. Então, com enorme surpresa e alegria, viu que a arca estava cheia de ouro. Contudo é bom lembrar que em MAIOR ou MENOR MEDIDA, todos nós somos vaidosos. Essa vaidade pode chegar a ser tão grande a ponto de nos tornarmos tolos. Então é prudente que façamos este processo com humildade (o último degrau da sabedoria), sem nos considerarmos o perfeito e todo poderoso, o rei do mundo. Levar-se excessivamente a sério tem consequências mais do que indesejáveis, podendo nos levar à rigidez, à inflexibilidade, à intolerância, ao ressentimento, ao egocentrismo... Nas manifestações do comportamento humano, as condições entre os opostos, são separadas por uma linha tênue, como nos detalhes entre os sentimentos de amor e ódio. Temos que exercitar o que desejamos sem nos influenciarmos por sentimentos que irão apenas nos prejudicar. O que separa o orgulho (é importante termos amor próprio) da soberba (arrogância em se manifestar superior aos outros) é a capacidade de discernir o que realmente queremos, para escolhermos o melhor caminho. A grande sabedoria consiste em transitar por essa linha e nos inclinarmos para o lado que possibilita nos tornarmos quem desejamos, considerando o próprio universo de possibilidades. O excêntrico para toda pessoa é procurar ser a pessoa que ela diz ser, caso contrário é ridícula diante dos outros, mesmo sem querer ser.