quinta-feira, 31 de outubro de 2013

“Não podemos dividir as pessoas apenas em dois grupos: boas ou más. Elas também são: encantadoras ou tediosas”. Se pararmos para pensar, ficaremos angustiados pela quantidade de gente chata, maçante, inconveniente, que nos rodeia. No trabalho, no grupo social, no meio acadêmico, na grande família, há pessoas que jamais conseguirão dizer algo interessante, reclamam e se justificam o tempo todo, são pessimistas e vampiros energéticos. Para compensar a “triste” convivência com as pessoas que proporcionam o tédio, temos que buscar conviver, também, com pessoas que favoreçam a nossa transformação intelectual, social e emocionalmente. Oscar Wilde chama de encantador o tipo de pessoa que: - Quando pergunta como o outro vai não se distrai, deixando de prestar atenção à resposta, buscando sempre uma conversa coerente e produtiva. - Em vez de falar sobre si, puxa conversa que permitem uma verdadeira troca de ideias, a participação (não o monólogo compulsório) é mais interessante e transformadora. - Não se queixa dos outros ou faz críticas infundadas ou desnecessárias no momento. - Sempre nos surpreende com alguma descoberta: um livro, um artigo, um show, uma viagem, um restaurante, enfim, uma nova maneira de perceber a mesma situação. Nutrindo a esperança no amanhã, que pode ser melhor do que hoje. - Tem a capacidade de nos fazer pensar e sonhar, de falar e nos fazer rir, de transformar um momento desconfortável numa melhor possibilidade, de ser a pessoa “enviada” quando mais precisamos. Alguns encontros são tediosos e desejamos que logo termine. Outros são encantadores e gostaríamos que durasse um tempo maior. Temos vontade de agendar um novo encontro com o encanto da pessoa encantadora. Quando nos encontramos com elas, jamais voltamos a ser a mesma pessoa de antes e ela também. Dependemos sempre do resultado das nossas relações, elas são as nossas circunstâncias: boas ou más...tediosas ou encantadoras.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

“Priscila + Leandro+ Circunstâncias = Gabriel”

A mãe sente o filho que vai nascer, espera o dia para olhar encantada, com a visão influenciada pela emoção. Não existe amor maior! O pai previdente toma todos os cuidados necessários, tem que proteger a família, favorecendo as circunstâncias. Não há compromisso mais significativo do que proteger a prole. O mundo continua, a sociedade depende de vidas: VIVAS. Neste processo cada um dará seu próprio recado. GABRIEL tem que aprender e todos são professores que insistem em ensinar. Ele tem que conhecer as coisas, saber das cores, arrumar o cabelo, brincar com os amiguinhos, admirar a natureza, ter cuidados porque o fogo queima, a agua afoga, o automóvel mata, as mulheres são misteriosas...e, abraçar a família. Muitas coisas serão mostradas e tantas outras serão aprendidas - algumas de forma erradas e outras que o tempo mostrará que foram inúteis ou de menor importância. Assim é cada um de nós: um projeto inacabado. E a vida é o processo que nos transforma e nos torna alguém. Quantas coisas serão despejadas na sua cabeça? Mistérios, lendas, fantasias, terror, drama, romances, comédia, tragédia, aventura, serão apresentadas para a construção do seu universo de possibilidades. A vida é tudo isso, além do imprevisto. Estamos sempre dançando na corda bamba das incertezas. Alguém dizendo ou não, ele aprenderá: ao longo da história humana o homem tem sido o lobo do homem e a mulher o refúgio de todo guerreiro (o mundo tem alma feminina). O espetáculo na vida – da pequena ou na grande família – começou com a notícia da existência de uma nova pessoa. Depois passamos saber que é um varão e o seu nome é Gabriel: desejado, respeitado e amado. Penso nesta criança, que a maravilhosa mãe tem em seu ventre e, um dia terá em seus braços, entre beijos e abraços, irá nutrir com a sua seiva um corpo e com o seu coração formará um novo coração. A mãe tem alma generosa. O pai, sempre presente, se emociona com esta cena: mãefiho (a madona e o bambino). Os braços da Priscila são feitos de ternura e Gabriel repousará tranquilamente neles. A mãe compreende até o que o filho não diz. Neste processo, que se sucede sucessivamente, e num ambiente construído com valorização da pessoa humana, acompanharemos entusiasmados, as suas transformações, em cada fase na vida deste filho, neto, sobrinho, primo e amigo. As circunstâncias poderão favorecer a construção de um coração de carne, capaz de sangrar todos os dias (se contrapondo ao coração de metal característico dos materialistas inconsequentes). Mas, a verdade é que a gente não faz os filhos, podemos influenciá-los e oferecer as oportunidades para o bom desenvolvimento pessoal e profissional – fazemos o layout – eles mesmos devem fazer a arte-final. Celebremos a vida que continua, com alegria pelas constantes conquistas. Priscila - mãe do meu neto: te compreendo, te valorizo, te amo.

“A criança a quem sucedi por erro” Fernando pessoa.

“A criança a quem sucedi por erro” Fernando pessoa. O mundo está desarrumado, a sociedade não consegue se organizar, vivemos o caos – sem saber se podemos sair e vamos chegar. A vida urbana e rural é feroz. Como viver um sonho de simplicidade ou de constantes conquistas? Estamos vivendo situações que podem até nos fazer falta se não fizermos, mas, não nos proporcionam significativos prazeres. Algumas necessidades são inventadas, na esperança de conferirem um sentido momentâneo para a vida. Qual o tipo de relacionamento que estamos construindo? Quais os resultados que estamos obtendo como consequências? Pensando bem, precisamos de muito menos do que desejamos, somos influenciados por uma economia que conduz ao consumo desnecessário e nos mantém reféns dos impactos imediatos. Melhor vivem os que se consideram satisfeitos com o suficiente: casa, comida e roupa lavada. Para que tanta balada? Será que precisamos estar sempre em festas para celebrar “nem sabemos o que”? Estamos vivendo mais. Mas, estamos vivendo melhor? TER é diferente de CONTEMPLAR. O prazer em TER, quando existe, é efêmero. A observação contemplativa é duradoura e transformadora. Para quem se sente bem em TER, é preciso vigiar sempre, para continuar livre, para que o TER não TE TENHA. Na maioria das vezes pertencemos mais às coisas do que elas a nós. Como substituir esta inquietação coletiva, que, na realidade, nada tem haver com a nossa originalidade? Como estar de volta para a casa para reinaugurar uma nova vida? Como saciar a necessidade básica em conhecer outras pessoas, outras culturas e satisfazer a curiosidade em descobrir o que habita em outras almas e outros corações? Entendo e justifico as palavras de Fernando Pessoa: “Comprem chocolates à criança a quem sucedi por erro, e tirem a tabuleta porque o amanhã é infinito”. Na realidade, para construirmos uma nova vida, mais simples e sabia, precisamos também pensar no modo de ganhar dinheiro para financiar esta vida, genuína, mesmo que singela. Temos que cansar o corpo, em coisas úteis e concretas, cuidadosamente, para que a alma possa permanecer limpa e tranquila. Toda pessoa, num determinado momento, tem sonhos assim: eternizar uma vida simples, repleta de prazeres. Pena que dura apenas um momento, logo a agenda de compromissos interrompe este estado de novos projetos, que valorizam o clamor do coração, preterindo-o em benefício de uma vida aparente. Estamos sempre voltados para a rotina e, o melhor da vida torna-se apenas um devaneio, uma oportunidade adiada. Falta-nos coragem para agir: planejar, organizar, realizar, viver e se ajustar. O tempo de fazermos história é o presente; nele se cruzam o passado (com as experiências e resultados) e o futuro (como projeto, a escolha do como viver). Quem, efetivamente, entende da nossa vida, é o garoto que fomos. Aquele que um dia percebeu QUEM GOSTARÍAMOS DE SER. Hoje temos que acrescentar - pelo fato de já vivido – o que CONSEGUIMOS SER. É preciso manter um diálogo esclarecedor com o jovenzinho que também somos, baseados numa sequencia de três perguntas para sabermos a melhor resposta: - O que realmente eu QUERO? - Aquilo que eu quero eu DEVO fazer? - Revelado o que eu quero, autorizado pelo eu devo, surge a pergunta conclusiva: eu POSSO fazer? Esta tríade vale para qualquer situação, ou condição, lembrando que todas as decisões que tomamos, sempre interferem na vida de outras pessoas. Do que nos adianta viver mais tempo...se não vivemos melhor?

terça-feira, 29 de outubro de 2013

“Ou o mundo é muito diminuto, ou nós somos enormes; o fato é que o preenchemos completamente”.

Dario Manoukian disse: “Todo ser humano carrega consigo uma atitude pedante ou de superioridade inata”. O que devemos fazer é reduzi-la ao máximo, já que é impossível eliminá-la por completo. Mesmo quem consegue anular praticamente o ego, pode ser motivo de vaidade e orgulho. Podemos perceber atitudes do “falso eu” em muitas áreas das nossas vidas. Com algumas pessoas – ou um grupo de amigos - agimos de uma forma e, com outras pessoas – ou outro grupo – nos comportamos de maneira diferente. DEPENDEMOS DAS CIRCUNSTÂNCIAS. Estamos sempre: “vestindo máscaras”, “armando jogos” e “desempenhando papéis”. Na esperança que os outros construam uma imagem positiva de nós mesmos. E, principalmente, para nos protegermos, tentando manter uma distância para não sermos feridos. Somos o resultado das nossas experiências e das consequências das nossas relações, além do patrimônio genético. Como todo ser humano, a imperfeição é característica da espécie, e nossa vida torna-se mais complicada quando não conhecemos as sensações e os fatos. É fundamental aprendemos a lidar com as nossas imperfeições para minimizar seus efeitos deletérios. “Os deuses não revelaram aos homens desde o início todas as coisas; mas por meio da procura eles, com o tempo, encontram o melhor. [...] Pois jamais houve e nem haverá quem possua a verdade plena sobre os deuses e sobre todas as coisas. E, mesmo se, por acaso, um homem conseguisse expressar a verdade inteira, ainda assim ele próprio não se aperceberia disso. A opinião tudo permeia” Xenófanes (Século V A.C.). É importante a procura do conhecimento que nos possibilita uma saudável transformação. “Assim é (se lhe parece)” Pirandello (1925). As coisas são da forma que acreditamos ser. Temos que buscar conhecimento na boa fonte. “Sei que meu nascimento é fortuito, um acidente risível. Não obstante, tão logo me esqueço de mim mesmo, comporto-me como se fosse um evento capital, indispensável para o progresso e o equilíbrio do mundo” E.M. Cioran (1973). Para que tanta vaidade e idolatria se o futuro é a morte?

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

"A importância em superarmos as dificuldades que possibilitam conhecermos nós mesmos"

Conhecer a si mesmo é um processo constante de evolução (a palavra evolução significa transformação, não necessariamente para melhor, pois algumas doenças evoluem ocasionando a morte). Mas, a nossa meta tem que ser a busca incessante da conquista dos meios que possibilitam vivermos melhor, transformando o nosso dia a dia e superando as dificuldades naturais. A ciência e a tecnologia tem nos proporcionado acrescentar números quânticos às nossas vidas, não necessariamente qualidade aos nossos dias. Vivemos mais...será que estamos vivendo melhor as nossas relações? As pessoas com quem conviemos não são, necessariamente, nossas inimigas, mas, não são nossas amigas. Cada um está preocupado consigo mesmo. Sabemos que é trabalhoso enfrentar o desafio do autoconhecimento. Cada um encontrará a melhor forma para realiza-lo. Mas, exige de toda pessoa a ação intelectual e crítica para a elaboração da autoanálise. Este conhecimento é transformador e capaz de nos proporcionar grandes oportunidades, significativas descobertas, importantes esclarecimentos e aumentar a capacidade motivadora de quem pratica este exercício, nos tornando protagonista da própria história, desfazendo mistérios improdutivos (só existe mistério onde não existe o conhecimento). A ambição em conhecermos a nós mesmos, segundo Erasmo de Roterdã, nos leva a assumir com humildade o fato que não sabemos nada; e, quanto mais sabemos sobre nós mesmos, ansiamos por mais saber. Começamos a compreender, respeitar e valorizar a pessoa que estamos nos tornando e nos revelando, melhorando todas as relações e as circunstâncias que tanto nos influenciam. As “Sagradas Escrituras” nos advertem: “se você não se conhece, seguirá o caminho do rebanho”. Por isso, conhecer a si mesmo não é um ato de egocentrismo, mas uma análise das possibilidades, nos convidando traçar uma rota sem nos perdermos nos desvios. Disse Nietzsche: “Aquilo que os homens têm mais dificuldade em compreender, desde os tempos mais remotos até o presente, é a sua ignorância acerca deles mesmos! [...] Desse modo, nós somos necessariamente estranhos para nós mesmos, nós não nos compreendemos, nós estamos fadados a nos mal-entender, para nós a lei NÃO HÁ NINGUÉM QUE NÃO SEJA DESCONHECIDO DE SI MESMO vale por toda a eternidade”. Que tragédia: morrer sem nunca ter se conhecido? O simples desejo, por mais que possa nos parecer estranho, sempre será o embrião de uma nova oportunidade. Portanto, as nossas aspirações são as nossas possibilidades (como disse Samuel Johnson). “As possibilidades se multiplicam quando decidimos agir em vez de reagir” (George Bernard Shaw). Devemos ser o melhor amigo de nós mesmos, considerando as palavras de William Arthur Ward: “Um verdadeiro amigo conhece os seus pontos fracos, mas também te mostra teus pontos fortes; sente os teus medos, mas alimenta a tua esperança; vê tuas limitações, mas dá ênfase as tuas possibilidades”. Assim: 1) Devemos conhecer os nossos pontos fracos. Todas as pessoas têm pontos fracos - super-homem é ficção. Mas, temos também os nossos pontos fortes que devem ser sempre valorizados. 2) Não existe nenhuma pessoa que não tenha medo, o medo é essencial para preservação da vida, é um sinal de alerta ao perigo. Mas, a lembrança da necessidade para o enfrentamento da dificuldade, quando justificado, nos confere a esperança na superação mesmo com a presença do medo. 3) Todo ser vivo tem suas limitações (as pessoais influenciadas pelas circunstâncias e as características da própria espécie), portanto, aceitar naturalmente estas dificuldades é a melhor situação. Mas, saber que as coisas difíceis não são impossíveis de serem conquistas, possibilita-nos aumentar as nossas capacidades. A derrota não consiste em não conseguir a vitória, e, sim, em não ter tentado. Ganhar e perder faz parte de todo “jogo” e é a possibilidade em toda situação da vida. 4) Portanto, o objetivo nunca deve ser competir para superar os outros e sim conhecer a si mesmo para superar os próprios transtornos. Amanhã quero ser melhor - para mim mesmo e para os outros - do que consigo ser hoje.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

"A essência de toda arte bela, de toda arte grandiosa, é a gratidão"

A GRATIDÃO é condição indispensável para apreciarmos a BELEZA DO MUNDO. O ingrato é um eterno insatisfeito, não consegue apreciar a arte da natureza e muito menos os “bons gestos” humanos (BOM GESTO é o que individualiza uma pessoa e a transforma em alguém interessante, indispensável). Algumas pessoas, que aparentemente têm tudo, se sentem aborrecidas, necessitam estar fazendo alguma coisa na esperança de se afastarem do tédio (condição natural de todos os seres vivos). Ao passo que outras, se maravilham com os detalhes significativos do dia a dia, estão atentas aos pequenos presentes que acontecem naturalmente na vida de cada um, e simplesmente os valorizam para viverem melhor. A vida não é constituída de grandes coisas e de realizações constantes. Sentimentos como frustração, tédio, sensação de injustiças, cansaço por ter que se equilibrar na corda bamba das incertezas...estão sempre presentes em nossas vidas. Com motivos justificados ou não: “O homem é um ser eternamente insatisfeito” como afirmou Sócrates. Importante transformação nas nossas vidas é a pratica da gratidão. Como nos exercitarmos? Um excelente exemplo entre nós foi a educadora Hellen Keller, que mesmo cega, surda e muda, foi capaz de desfrutar da vida. Disse ela: “Use os olhos como se fosse ficar cega amanhã. [...] Escute a música das vozes, o canto dos pássaros, as poderosas notas de uma orquestra, como se amanhã fosse ficar surdo. Toque cada objeto como se o sentido do tato lhe fosse faltar amanhã. Sinta o aroma das flores e o sabor de cada bocado de comida como se amanhã não pudesse cheirar nem sentir o gosto de nada”. Ao praticarmos a ARTE DA GRATIDÃO, tingiremos nossa lente emocional de boas sensações nas horas de dificuldade. Basta nos deixarmos alimentar pela beleza natural do mundo e na importante consequência das relações que estabelecemos com algumas pessoas - aquelas que possibilitam nos transformarmos e nos descobrirmos na relação, valorizando o que temos nos tornado e quem conseguimos ser. As pessoas que exercitam a gratidão, mesmo em situações adversas, de tensão e contrariedades, estão emocionalmente alimentadas e conseguem encontrar com mais facilidade o equilíbrio que possibilitará superar os piores momentos. Vamos refletir com algumas celebridades: “A gratidão é a maior medida do caráter de uma pessoa. Uma pessoa grata é uma pessoa fiel, não te abandona, está sempre contigo. Nela você sempre pode confiar”. Augusto Branco Disse Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes”. A humildade é o último degrau da sabedoria. Como disse Benjamim Constant: “A gratidão tem memória curta”. Por isso devemos nos viajar para transformar a capacidade em sermos gratos, como hábito. “A gratidão é a virtude das almas nobres” Esopo. “Aos incapazes da gratidão nunca faltam pretextos para não a ter”. As pessoas que estão sempre se justificando são chatas e improdutivas. “A gratidão é um fruto de grande cultura, não se encontra entre gente vulgar” Samuel Johnson.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

“Só existe um tipo de deficiência: ATITUDE NEGATIVA”.

Jhon W. Gardener fez a seguinte reflexão: “O que se aprende na maturidade não são coisas simples, como adquirir habilidades e informações. Aprende-se a não voltar a ter condutas destrutivas (principalmente as autodestrutivas), a não desperdiçar energia por conta da ansiedade. Descobre-se como dominar as tensões, e que o ressentimento e a autocomiseração são duas das drogas mais tóxicas. Aprende-se que o mundo adora o talento, mas recompensa o CARÁTER. Entende-se que quase todas as pessoas não estão a nossa favor e nem contra nós, mas absortas em si mesmas. Aprende-se, finalmente, que, por maior que seja nosso empenho em agradar aos demais, sempre haverá pessoas que não nos amam. Trata-se de uma dura lição no início, mas que no fim se mostra muito tranquilizadora”. Nunca devemos nos esforçar para sermos compreendidos, respeitados, valorizados e amados, por pessoas que não nutrem nenhum sentimento positivo por nós. Este vício é improdutivo. “Como é por dentro uma pessoa? Quem é que o saberá sonhar? A alma de outrem é outro universo, com que não há comunicação possível, com que não há verdade entendimento. NADA sabemos da alma senão da nossa; a dos outros são olhares, são gestos, são palavras, com suposição de qualquer semelhança no fundo” (Fernando Pessoa). Oscar Wilde disse que as pessoas são conhecidas através das suas atitudes cotidianas e, os pequenos atos de cada dia fazem ou desfazem o seu caráter. Quintiliano nos sugere cuidado ao realizarmos as nossas decisões, pois: “A consciência vale por mil testemunhos”.