quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O QUE BUSCAMOS NA VIDA?

Dias razoavelmente agradáveis e de preferência que sejam constantes, sabendo que a vida não é linear e “viver sempre bem” é impossível. Que as nossas dificuldades sejam suportáveis e possíveis de serem superadas, com aprendizado e sabedoria para construir a melhor solução. Não vivemos no passado, mas ele sempre viverá em nós, principalmente influenciando o presente que projeta o futuro - com cuidados no dia a dia. Que a vida seja representada apenas pelo sofrimento do luto natural e das perdas das coisas que não podem ser retidas ou eternizadas. Para cada momento do dia bastam as naturais preocupações e, consistente atenção e dedicação à ação empreendida. Que o tédio seja pontual e passageiro, sem verdadeiro desalento e sem desesperança, nos mobilizando na construção de um amanhã renovado. A leitura com prazer, a música com emoção, o passeio oportuno e alegre, a simples caminhada, a contemplação da natureza...seja nosso cenário. Ocorrendo dias nos quais podemos expressar contentamento e alegria, com vontade de inventar situações e imaginando coisas. De “causar” apesar da presença do medo ou meditar tranquilamente, fazendo o que deseja e/ou gostando do que está fazendo. Que tenhamos força interior para transformar o que é necessário e possível e, sabedoria, para aceitar o que não podemos transformar.

“Quem diz não a si mesmo não pode dizer sim a Deus”.

Assim pensava e disse Hermann Hesse (Prêmio Nobel de Literatura), no livro o “Lobo da estepe”: quando buscamos fora de nós o que deveríamos encontrar dentro, o fazemos movidos pela insegurança. Encontrar uma rotina agradável, fazer as pazes consigo mesmo, é descobrir o sentido da vida, o nosso lugar no mundo. Hesse dizia que a confiança em si mesmo é o começo da jornada e que o deus no qual devemos crer está no nosso interior. Não habita templos e nem está longe do povo. Negar nossa divindade é ferir o pássaro canoro que habita em nós, é silenciar a sua voz para não ouvir o que nos diz nosso ser mais profundo: QUE CADA SER HUMANO DEVE PROCURAR SER SEU PRÓPRIO MESTRE. Pois o que permanece na vida é o modelo, o exemplo, e não a cópia. “A maior parte dos homens não quer nadar antes de aprender”. Naturalmente, pois as pessoas nasceram para a terra, não para a água. E, claro: NÃO QUEREM PENSAR. Pois foram criadas para viver, não para pensar. É evidente que aquele que pensa tem o pensar como prioridade e pode chegar mais longe. Mas, cuidado: para não confundir a água com a terra, para não se afogar um dia.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

"Fazer versos ruins proporciona mais felicidade do que ler versos belos"

A POESIA cria um espaço mágico, onde o inconcebível pode harmonizar e o impossível pode se tornar real. O POETA é uma pessoa que conserva seus olhos de criança e o coração de uma jovem sonhador. A CRIANÇA não se cansa de se admirar com o novo e, mesmo com medo, segurando na mão de alguém pode enfrentar o desconhecido. O JOVEM precisa ter ilusão, imagina experimentar viver o sonho, correndo riscos para sua realização. O ADULTO estaciona os sonhos na garagem da realidade, muito mais cruel do que real, vive para trabalhar e financiar a vida. O TRABALHADOR sem tempo para o “ócio produtivo” apaga os anseios de seu interior, deixando de viver sem ter morrido. Na MEIA-IDADE descobre que a poesia é “o diário do animal marinho: que vive na terra e deseja sulcar os ares”. Durante o PROCESSO DE VIDA lamenta o que não fez na juventude, buscando pensar e até escrever, para derrubar barreiras desconhecidas. Ao chagar na VELHICE, como no poema de Hermann Hesse “O ranger de um galho quebrado” sente: Do galho quebrado, lascado, balançando ano após ano, range seca a canção ao vento, sem folhas, sem casca, pelado, amarelado, para uma longa vida, para uma longa morte fatigada. Seu canto soa duro e insistente, soa arrogante, soa ocultando o medo. Outro verão ainda, outro inverno ainda. O velho que tem medo de deixar esta vida é tão tolo quanto o jovem que teve medo de abraça-la um dia. Quem viveu bem, lamenta apenas ter que deixa-la.

“TRANSFORMAMOS A INFELICIDADE EM APRENDIZADO, EM BUSCA DA FELICIDADE, QUANDO A ASSUMIMOS RACIONALMENTE”.

A vida necessita da intervenção intelectual da gente, para compreendermos e valorizarmos os acontecimentos reais, as circunstâncias conforme as possibilidades e, as consequências das nossas atitudes...ou de ignorância plena, pois, se és feliz na ignorância para que tornar-te sábio? Dostoievski afirmava que “você é infeliz porque não se dá conta de que é feliz”. O que sempre está mais presente em nós é o que nos falta e não o que temos. E, na realidade, nem precisamos tanto assim do que nos falta, pois, ficaríamos MUITO BEM sem o que está nos faltando SE valorizarmos o que temos. Através do tempo e em todas as civilizações, a questão da felicidade gerou e tem gerado muitas respostas e, cada vez mais, desperta muitas dúvidas e interpretações. A felicidade existe? E o que é ela? Como conquista-la e mantê-la? É uma alegria provocada por algo externo ou é algo mais parecido com um estado de paz e equilíbrio interior? É o mesmo entendimento para todas as pessoas e, para a mesma pessoa em toda fase da sua vida? Como sei se sou feliz, se não sei o que é felicidade? Às vezes, simplesmente não vemos o que acontece ao nosso redor porque estamos muito ocupados em procurar a felicidade fora de nós mesmos ou em ficar perguntando sobre ela o tempo todo. O mais paradoxal é que o mero fato de questionar se somos felizes faz com que nos sintamos infelizes. Isso ocorre porque geramos um ideal de felicidade e buscamos esse modelo, acreditando que somente poderemos ser felizes se vivermos conforme este modelo (idealizado, sem nos darmos oportunidade para viver o ocasional e o real; a realidade pode ter mais fantasias do que os sonhos). No livro “O gigante egoísta”, Oscar Wilde narra a história de um gigante que expulsa as crianças de seu jardim porque não quer que elas brinquem ali. Quando as crianças vão embora, a primavera se vai junto com elas, assim como a vida. O jardim do gigante não dá frutos, tudo vai adormecendo, apagando-se, morrendo. Em um jardim desabito só florescem a solidão e a tristeza. Quando as crianças decidem se arriscar e entram novamente no jardim, as árvores e as flores voltam a viver. Então o gigante se dá conta do quão egoísta havia sido. Ele percebe que, diante da NEGAÇÃO e da PROIBIÇÃO, a única coisa que consegue é tirar a vida, a alegria. Da mesma forma, se medimos o mundo e a nossa vida pelo que não temos e talvez nunca possamos ter, o nosso jardim interior sempre estará murcho e abandonado. Contra a amargura da vida, usemos a magia da gratidão pelo que temos e não o lamento pelo que ACHAMOS que seria bom ter. Lembrando as palavras de Sócrates: “O homem é um ser eternamente insatisfeito”.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

“As melhores coisas da vida:”

BONITO são as coisas vindas do nosso interior, com gestos que revelam a alegria natural de um sentimento. AGRADÁVEL são as palavras simples e sinceras, que nos exaltam com significativa consistência. LINDO é o sorriso manifestado espontaneamente pela a alma, que nos faz brilhar e projetar um novo amanhã. BOM é chorar quando se tem vontade e, emocionado, deixar-se, que as lágrimas rolem livremente - sem necessidade de serem contidas. PRODUTIVO é gostar da vida e viver a fantasia da realidade, mais interessante do que a do próprio sonho, e, inventando situações. FELICIDADE é achar a poesia na música e nas flores, para sonhar e seguir encantado com tantos outros encantos. VIVER é complexo mas é bom, é um desafio compensador, uma utopia se faz necessário: compreender para ser compreendido. PRAZER é consequência do valorizar para ser valorizado e, do amar para ser amado; o mundo é múltiplo que começa com dois. BELEZA não faz obrigatoriamente feliz aquele que a possui, mas aquele que pode identificar e admirá-la. VIAJAR para todos os lugares para encontrar o belo e deslumbrante, de nada adianta, se não leva-los conosco para encontra-los. SIMPLICIDADE e HUMILDADE, nunca serão destrutivas, despertam nossa plenitude e a estética nas pequenas coisas do cotidiano. GRATIDÃO é a melhor forma de nos manifestarmos nas relações, possibilita-nos admirar o esplendor da vida, sem esperar nada em troca. LIBERDADE, ao vivenciá-la podemos nos encontrar com a harmonia, vivendo em comunhão conosco mesmo, sem necessidade da posse. BEM ESTAR inunda a alma, mesmo no turbilhão do dia a dia, quando, sabiamente, olhamos as estrelas ou nos aproximamos do mar. “A VIDA ASSIM NUNCA CANSA...QUANDO UM EVENTO ACABA, FICA UM GOSTINHO DE QUERO MAIS...PARA SEGUIR EM FRENTE”

sábado, 22 de fevereiro de 2014

“Quem deve ser considerada a ELITE DA SOCIEDADE”?

- O ARTISTA (o educador é o mais expressivo entre os artistas) que pelo menos a ele resta a possibilidade, ao mergulhar na MAGIA DO BELO, de ter acesso à PROFUNDIDADE DO MUNDO e vislumbrar o seu sentido. Um quadro, uma aula, uma música, uma canção, uma dança, um desenho, uma poesia, uma sessão de terapia, um livro...REVELAM uma parcela especial do mundo através dos olhos do pintor, do professor, do músico, do dançarino, do poeta, do pensador, do terapeuta, do escritor, de todo autor. Todas essas pessoas são compositoras (um artista útil à sociedade) porque despertam sentimentos e emoções no coração adormecido das pessoas. Ao longo da história, o ser humano sempre necessitou se expressar artisticamente ou sorver a experiência artística para compensar o excesso (ou falta) de prosa em seu cotidiano. O EDUCADOR (principalmente no ambiente familiar), como todo bom artista, é capaz de amoldar a vida de uma pessoa e esta de outras, atingindo milhões. Ele, além de despertar a consciência a outros níveis, suas obras de arte (a terapia se assemelha a uma obra de arte) são TRANSFORMADORAS de ações e um bálsamo para a alma. A maior de todas as virtudes de uma pessoa é colaborar para que outras possam despertar o gênio que habita no interior de todo ser humano. Todas as pessoas são criativas. A criação é a capacidade humana que serve de ponte para nos comunicarmos com o mundo. Dentro de você existe um gênio...por favor DESPERTE-O!!! Temos a sorte de viver numa época em que basta selecionar um arquivo para que os grandes artistas se apresentem para nós. Não temos desculpa para não nos deixarmos tocar e inspirar pela arte - pela educação e terapia. Somente assim, podemos moldar o nosso estado de espírito e dar asas aos nossos sonhos. Não acredite em determinismo...a vida sempre será a criação do inédito...portanto: uma invenção. Invente e construa a si mesmo. Identifique a criança ou adolescente, ou os dois, que convive contigo e realize os seus devaneios. Essa é a nossa principal função na vida: não escandalizar esse infante e andarmos de mãos dadas, até sairmos, juntos, deste mundo.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

“Todo livro que lemos faz oscilar nossa bússola interior; todo espírito alheio nos mostra de que pontos diferentes podemos contemplar o mundo” (Hermann Hesse).

“Todo livro que lemos faz oscilar nossa bússola interior; todo espírito alheio nos mostra de que pontos diferentes podemos contemplar o mundo” (Hermann Hesse). EM CADA LIVRO, PENSAMENTO, AFORISMO, encontramos uma visão diferente da existência, um fragmento de mundo selecionado pelo autor, que nos propõe uma vida alternativa. Por que devemos ler? O que podemos buscar num livro? Para que ler? Conhecimento, reflexão, transformação, aprendizado, evasão, pontos de vista diferentes e possibilidade de mudara maneira de pensar, excitação, motivação, movimento, perguntas... para adentrarmos em outros planos da realidade. José Luíz Vilallonga afirma que “os livros são como espelhos: olhando para eles descobrimos quem somos”. Nesse sentido, André Maurois dizia que “a leitura de um bom livro é um diálogo incessante no qual o livro fala e a alma responde”, Marcel Proust sentia uma paixão enorme pela leitura e nos fala sobre a livre decisão de ler e da amizade que o leitor trava com o livro: “Na leitura, a amizade frequentemente nos devolve a sua pureza primitiva”. Esse tipo de intimidade e de amizade que desenvolvemos com o autor nos ajuda a compreender, a descobrir novas maneiras de pensar, observar e viver a vida. Ler um livro não é apenas uma íntima viagem ao lado do autor, que nos transporta para o seu mundo. É também uma CATARSE para que nos encontremos. LER é um hábito saudável que deve ser incorporado nas nossas atitudes. Podemos começar com uma pequena medida de tempo diário, criando oportunidade para ser constante e procurar ler o assunto que nos agrada, escrito por um autor confiável. Quem não lê: mal ouve, mal fala e mal vê. UM LIVRO É UM JARDIM QUE LEVAMOS CONOSCO (provérbio chinês). OBS.: Significado de Catarse (segundo dicionário on line) s.f. Medicina. Religião. Filosofia. O mesmo que purgação ou purificação. Refere-se à libertação do que é estranho à natureza do sujeito. Estética. Teatro. Num espetáculo trágico, refere-se ao desenvolvimento de uma espécie de purgação de alguns sentimentos, nomeadamente, de pavor ou de compaixão, do público. Medicina. Ação de evacuar os intestinos. Psicologia. Tratamento das psiconeuroses, que consiste em estimular o paciente a contar tudo o que lhe ocorre sobre determinado assunto, a fim de obter uma "purgação" da mente. Psicanálise. Processo para trazer à consciência do ser as emoções ou sentimentos reprimidos no seu próprio inconsciente, para que ele seja capaz de se libertar das consequências ou problemas causados pelos mesmos. Retórica. Segundo Aristóteles, a "purificação" experimentada pelos espectadores, durante e após uma representação dramática. (Etm. do grego: kátharsis)